Na maior expansão da sua história, a processadora brasileira transformou sua força competitiva com automação avançada e software.
15 abr. 2026
Frimesa impulsiona nova planta de processamento de suínos com tecnologia da JBT Marel
Localizada no sul do Brasil, a Frimesa é a maior processadora de carne suína do estado do Paraná e também produz laticínios e alimentos industrializados. Fundada há 45 anos e exportando desde 1988, a empresa tem como missão fornecer alimentos de alta qualidade, com cooperativismo e desenvolvimento sustentável guiando cada etapa da produção.
Agora, na maior expansão de sua história, a Frimesa inaugurou uma planta de processamento de suínos de última geração em Assis Chateaubriand. Esta planta greenfield está equipada com automação avançada, robótica e software da JBT Marel — um salto em produtividade e precisão.
A nova planta apresenta um modelo operacional altamente automatizado, projetado para aumentar a capacidade, melhorar o rendimento, padronizar cortes e reduzir tarefas repetitivas. Ao mesmo tempo, mantém os mais altos padrões de bem-estar animal e qualidade microbiológica.
Escalando com consistência e previsibilidade
Para acompanhar o aumento da demanda e expandir sua presença global, a Frimesa precisava ampliar sua capacidade industrial — sem comprometer o controle e a padronização que caracterizam suas operações.
A nova planta de Assis Chateaubriand foi construída com esse objetivo:
- abate de 12.000 suínos/dia na primeira fase,
- expansão para 15.000 em 2026 e
- 23.000 até 2032,
posicionando-a entre as maiores plantas de processamento de suínos da América Latina. Do abate à expedição, todo o processo é totalmente automatizado.
Ampliar capacidade, porém, não era o único foco. A Frimesa também buscava atender às mudanças no perfil do consumidor, que cada vez mais procura porções menores e produtos adaptados ao estilo de vida moderno, como pessoas que vivem sozinhas ou em lares menores.
Como explica Elias: “Os consumidores buscam produtos individualizados. Essa demanda já é uma realidade e exige linhas capazes de atender plenamente essas expectativas.”
Atender a esse cenário requer maior precisão, rastreabilidade total e rendimento otimizado em todas as etapas da linha de produção.
Automação como motor de crescimento
A parceria entre Frimesa e JBT Marel vem de muitos anos, com experiências bem-sucedidas em outros projetos. Essa relação de confiança teve papel importante na escolha tecnológica para o novo empreendimento.
“Nossa meta era 1.000 cabeças por hora — e identificamos a JBT Marel como o fornecedor capaz de atender às exigências do projeto”, explica Elias.
Após visitas técnicas a plantas nos EUA e na Europa, a Frimesa definiu mecanização e automação total como prioridades. Isso significava conectar todas as etapas — do abate ao corte e à desossa — por meio de software em tempo real, para garantir consistência, velocidade e controle.
A capacidade da JBT Marel de fornecer linhas completas e altamente precisas, apoiada por forte suporte técnico e desempenho comprovado, reforçou a escolha. Elias destaca o resultado: “A JBT Marel entregou o que prometeu e, hoje, já estamos operando além da capacidade nominal planejada.”
Maior bem-estar animal e qualidade de carcaça
A implementação do Sistema de Atordoamento por CO₂ foi um grande avanço na etapa inicial de processamento da nova planta. Ao substituir o atordoamento elétrico tradicional, a tecnologia proporciona ganhos significativos em bem-estar animal e qualidade das carcaças.
Segundo Gerson Luiz Elsenbach, Gerente da Área de Carnes da Frimesa, o novo método “praticamente eliminou fraturas e reduziu a ocorrência de PSE, garantindo uma operação mais limpa e eficiente.”
PSE se refere a carne pálida, flácida e exsudativa, problema comum associado ao atordoamento elétrico.
O sistema também permite sangria vertical com área menor de intervenção, aumentando o rendimento e gerando um produto final mais atraente. O salpicamento — comum no método anterior — foi eliminado, resultando em apresentação mais limpa e uniforme.
Além da qualidade do produto, o novo processo melhora a ergonomia e segurança dos operadores, reduzindo funções repetitivas e pesadas, mais difíceis de ocupar e com alta rotatividade.
A contaminação também caiu drasticamente — a abertura abdominal hoje apresenta quase zero contaminação, contra taxas de até 1% no processo manual.
Segundo Gerson, a automação transformou resultados e confiança: “A padronização melhorou, temos mais carne de alto valor e menos retalhos ao final da linha.”
Desossa vertical transforma produtividade e ergonomia
O sistema vertical de cortes primários DeboFlex Primal Cut trouxe precisão e consistência, especialmente em cortes de alto valor como barriga e costela. Ele reduz retrabalho, melhora o fluxo para a desossa e garante uniformidade em todos os cortes.
Gerson destaca que a estabilidade e o controle do sistema aumentam diretamente o desempenho: “Alcançamos um padrão muito preciso no corte primário, com ganhos claros em barriga e costela. Isso é mais dinheiro no caixa.”
A DeboFlex também otimizou as operações diárias ao manter ritmo constante e promover movimentos ergonômicos. Os operadores aprendem rapidamente, atingem metas com confiança e trabalham com menos estresse e mais motivação.
O processamento é mais rápido, o rendimento é maior e menos carne é descartada. O fluxo aperfeiçoado ainda ajuda a preservar temperatura e qualidade microbiológica.
AXIN conecta o processo com dados em tempo real e rastreabilidade
O AXIN, software de processamento de alimentos da JBT Marel, conecta todas as etapas da produção — do abate à expedição. Ao digitalizar o fluxo, fornece à Frimesa visibilidade precisa e em tempo real, permitindo identificar desvios de rendimento e corrigir rapidamente.
O software também dá suporte à classificação de carcaças nos resfriadores, ajudando a direcionar cortes com mais eficiência e melhorar o desempenho da linha. Com rastreabilidade total, cada lote é vinculado ao produtor de origem, atendendo requisitos internacionais e otimizando o planejamento da força de trabalho.
Segundo Gerson, o AXIN “permite agir na causa raiz dos problemas e sustentar o crescimento com controle”, evidenciando como a digitalização é hoje parte central da estratégia de longo prazo da Frimesa.
Parceria de longo prazo com foco em inovação continua
Com a planta de Assis Chateaubriand totalmente operacional, a Frimesa já planeja os próximos passos. A cooperativa pretende ampliar ainda mais a automação, expandir o uso de software e incorporar gradualmente inteligência artificial em etapas futuras da produção.
A meta é dobrar a capacidade e aumentar as exportações de 23% para 30% até 2028, mantendo eficiência e qualidade. “Há pouco tempo seria impensável ver robôs manipulando carcaças em alta velocidade. Hoje é realidade — e só o começo”, comenta Elias.
A JBT Marel seguirá com papel fundamental nessa nova fase de crescimento. A parceria abrange linhas de abate, corte e desossa, todas conectadas por software que promove consistência e preparo para exportações. Baseada em confiança e desempenho comprovado, a colaboração permanece focada na inovação de longo prazo.
Como explica Elias: “Escolher a JBT Marel foi uma decisão natural, graças à tecnologia comprovada e à experiência da empresa. Seguimos juntos — e a expansão já inclui novas tecnologias em desenvolvimento.”
Sobre a Frimesa
A Frimesa é uma cooperativa central do Paraná formada por cinco cooperativas filiadas (C.Vale, Copacol, Copagril, Lar e Primato), atuando na produção de suínos e laticínios, além de alimentos processados e derivados.
É uma das operações de produção de suínos mais robustas e integradas do Brasil, responsável por 7,8% da produção nacional e cerca de 25% da produção do Paraná. Reconhecida como a quarta maior processadora de suínos do país e uma das principais exportadoras brasileiras, a Frimesa opera cinco plantas industriais no oeste do Paraná: Medianeira, Marechal Cândido Rondon, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Assis Chateaubriand.
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